Introdução à informática para Radiologia

Hugo Antonio

Introdução

Hoje, a maior dificuldade que a maioria dos indivíduos enfrenta quando senta-se ao computador é: “Será que isso é realmente necessário?”. A resposta é: Sim e não.

Sim, pois a maior função do computador é facilitar a vida de quem o utiliza. Não porque isso fará com que você tenha de se acostumar com uma ferramenta nova e em constante evolução. Mas isso não é tão ruim afinal, não é?!

Na área da saúde, em especial na radiologia, a tecnologia tem a função de melhorar o desempenho de um determinado aparelho, fazendo-o gerar resultados em menos tempo e de forma mais confiável.

O impacto disso é que o cliente tem menos tempo de exposição a elementos radioativos, menos desconforto pelo tempo que passa no aparelho, entre outras vantagens que veremos mais adiante. Para o radiologista, os benefícios também são muitos, desde menor tempo para cada exame, passando por melhorias na qualidade da imagem, até auxílio por computador através de inteligência artificial.

Enfim, as vantagens do uso da tecnologia de informação(T.I) são enormes, quer no nosso dia-a-dia (através do uso da internet, de programas com diversas utilidades que alcançam tarefas simples como escrever uma carta, até mesmo controlar quanto dinheiro você tem no banco.) Mas as vantagens da T.I. não param por aí; na área profissional do técnico em radiologia está em todas as frentes de trabalho: Desde o atendimento do cliente na recepção do hospital, passando pelo sistema financeiro/contabilidade, pelos outros sistemas/ setores do hospital (Cardiologia, UTI, Pronto Socorro, Enfermaria, Radiologia, etc.) até estar disponível na internet para, por exemplo, o plano de saúde ou o médico particular do cliente possam acompanhá-lo.

A frente de trabalho do Radiologista trará enormes quantidades de desafios na área de tecnologia, assim sendo, é muito importante que o profissional que quer se manter no mercado de trabalho evolua junto com as tecnologias e procure aprendê-las e conviver com elas o máximo possível.

Algumas tecnologias que fazem parte do conjunto de conhecimentos mínimos que o Radiologista deve possuir para entender o rumo das tecnologias atualmente existentes e, inclusive, poder utilizá-las de forma total – leia-se, adaptar-se às situações do presente e do futuro da profissão – são:

Uma boa noção de redes de computadores, o que fará com que o Radiologista compreenda como as informações trafegam na rede, isto é, que caminhos os dados que estão armazenados num computador estarão disponíveis para outras pessoas, assim, este profissional será capaz de entender a fundo as questões de segurança de informação que sua profissão o sujeita, ou seja, a responsabilidade de lidar com informações pessoais e confidenciais estará segura.

Uma noção segura de programas e hardware, suficientes para operar os aparelhos que forem necessários para exercer sua profissão.

Uma idéia das tecnologias da área da informática médica, incluindo as tecnologias atuais e os projetos existentes para o futuro.

Assim, o maior objetivo desse material é conscientizar o técnico para um futuro de inovações tecnológicas constantes.
Entendendo a informática

Não espanta que cada vez mais utilizemos a informática – e as ferramentas que ela possui – no dia-a-dia. E, não seria ousadia dizer que em alguns anos o analfabetismo virtual (conhecido também como exclusão digital) será o maior responsável pelo desemprego e marginalidade.

Tarefas simples, como mandar cartas, saber das notícias e ver TV mudaram dramaticamente em alguns poucos anos. Sabe por que? Por causa da informática e, em especial, uma tecnologia: A Internet .

Na área de saúde, não é diferente: Nunca se obteve tantas informações com tanta facilidade e o efeito disso é que o profissional de saúde tem necessidade de estar cada dia mais atualizado com as tecnologias ou estará condenado a ser excluído do mercado de trabalho. Tecnologias como telessaúde, SAC Virtual e virtualização já são práticas muito comuns no mercado que, ao contrário do que parece, cresce mais a cada dia, ou seja, há vagas, mas para profissionais que saibam lidar com essas tecnologias.

E é aí que entra você: Profissional que está interessado em se atualizar, se aperfeiçoar – ora, se você agüentou esta parte de informática até aqui, é sinal que você possui muita força de vontade (;-)

Devemos compreender que informática é a ciência que visa o tratamento de informações através do uso de equipamentos(hardware) e procedimentos (software) da área de processamento de dados, ou seja, é o tratamento da informação.

O mundo moderno é movido a informação e, quanto mais informação, mais capaz de emitir posicionamentos precisos é um profissional. A palavra chave em informática é convergência, ou seja, a capacidade de colocar cada vez mais funcionalidades num mesmo aparelho. Veja o exemplo dos telefones celulares: O que era um dispositivo de comunicação analógico, agora é capaz de comunicar-se com outros celulares através de mensagens de textos, através de ondas invisíveis chamadas bluetooth e/ou Infravermelho; é capaz de tirar fotos, reproduzir música, etc.

Assim, a tendência é que cada vez se tenha mais funções em um aparelho cada vez mais simples. Melhorando essa concepção, podemos afirmar que o computador ideal deve ser intuitivo como uma televisão ou um aparelho telefônico convencional, o que hoje ainda não acontece mas é o caminho que está sendo trilhado.

Conhecimentos prévios

É pergunta comum do Radiologista: ‘Que conhecimentos eu devo ter para utilizar informática?’. A resposta é: Todos e nenhum. Explico.

Por ser disciplina bastante complexa, compreender todas as partes da informática é virtualmente impossível, mas se a pergunta for relacionada à utilização de equipamentos específicos, torna-se menos difícil. Tentaremos ver abaixo alguns dos conhecimentos básicos que o radiologista deve ter para utilizar apropriadamente da ferramenta informática.

Note-se que não é uma questão de saber como um determinado modelo de equipamento de uma marca específica funciona, mas a generalidade. Por exemplo, independentemente da marca de um rádio, todos sabem operá-lo, mas há funções específicas que cada marca e modelo têm. Nesse caso é necessário um treinamento específico, mas se já compreendemos o princípio geral de funcionamento, fica bem mais fácil entender os detalhes específicos.

1 – Conhecimentos básicos sobre hardware e seu funcionamento

É importantíssimo que o profissional saiba utilizar as peças ou hardware, de forma apropriada.

Compreender, mesmo que genericamente, quais são as peças que constituem o computador podem ajudá-lo em diversas coisas, por exemplo, se o profissional sabe que uma determinada peça é obsoleta ou está quebrada fica bem mais fácil para relatar esta situação para o setor de engenharia ou informática, inclusive, apontando melhorias indicadas pelo fabricante ou baseado em sua experiência.

Mais ainda: Ao imprimir um documento, é recomendado o mesmo tipo de impressão que para uma imagem radiográfica?

E como funciona uma mesa digitalizadora?

Todas essas perguntas e outras mais podem ser respondidas de forma simples através de um conhecimento mínimo sobre o hardware, por exemplo, em relação à impressão, o recomendado é que para impressões de imagens radiográficas seja utilizada impressão a cera, enquanto que para a impressão de textos pode-se utilizar impressoras matriciais.

E, em relação à mesa digitalizadora, esta tem a mesma funcionalidade de um scanner?

Enfim, são muitas as coisas a serem observadas no tocante a hardware, mas todas muito comuns se o utilizador tiver alguma vivência com informática no seu dia-a-dia.

Outra dica é manter-se atualizado, através da própria internet ou de cadernos de informática de jornais e revistas, sobre o que acontece no tocante às mudanças na informática e tecnologia em geral.

Recomenda-se ainda que o utilizador seja capaz, mesmo que minimamente, de identificar as principais peças de um computador. Elas estão divididas em grupos:

Dispositivos de entrada – peças que introduzem informações no computador. Ex.: Scanner, teclado, microfone...

Dispositivos de saída – peças que obtém informações do computador e exibem para o utilizador. Ex.: Monitor, caixas de som, impressoras...

Dispositivos de entrada e saída – peças que, ao mesmo tempo, obtém e introduzem informações no computador. Ex.: Monitor touch screen, headset, impressoras multifuncionais...

Dispositivos de armazenamento – peças que armazenam informações para serem utilizadas. Ex.: Pen Drives, HD, DVDS.
É importante dizer que muitos autores costumam englobar os dispositivos de armazenamento nos dispositivos de entrada e saída.

Dispositivos de Processamento – peças que servem para processar as informações que entram e saem do computador. Ex.: Procesador, memória RAM e memória ROM.

Dessa forma, é possível analisar quase qualquer produto tecnológico e classificá-lo. Por exemplo, vejamos o caso de um celular.

Dispositivos de entrada: Microfone, câmera, teclado alfanumérico...

Dispositivos de saída: Tela, saída de som, módulo vibrador...

Dispositivos de entrada e saída: Headset, antena...

Dispositivos de armazenamento: Memória interna, cartão de memória externa...

Dispositivos de processamento: Processador, memória RAM e memória ROM.

 

Conclui-se que é possível classificar quase todos os equipamentos digitais eletrônicos partindo dos princípios acima descritos.

2 – Conhecimentos sobre software

Sistema operacional é o principal programa de um computador. É ele que fará com que todos os programas ‘entendam’ o que o usuário quer e o que as peças são capazes, em outras palavras, é ele que fará com que você interaja com um programa e, por sua vez, com o computador. Ex.: Ao pressionar uma tecla no mouse, o usuário pede que uma determinada ação seja feita, mas é o sistema operacional que detectará o mouse e o que ele faz, inclusive, dizendo aos programas para que serve “clicar” no mouse.

Os programas têm diversas funções. E são divididos em grupos:

  1. – Sistemas operacionais – programas que têm a função de interpretar os comandos do usuário para o computador e vice-versa. Ex.: Ms-Windows, Linux, DOS...
    2 – Softwares Aplicativos – Ou também chamados aplicativos, são programas que têm a função definida, ou seja, executam tarefas específicas. Ex.: Editores de texto, planilhas de cálculos, editores de imagem...
    3 – Softwares Utilitários – São programas que ajudam outros programas a funcionar, isto é, são subprogramas: Programas dentro de programas. Eles têm funções complementares aos aplicativos. Ex.: Calculadora do Windows, Bloco de notas, Calculadora dentro do programa do Imposto de renda...

 

Parte 2

Site Elaborado por: Marcelo Ortiz Ficel