Estudo diz que tuberculose é 3.000 anos mais antiga do que se pensava


da Efe, em Washington - 15/10/2008

Um estudo feito por cientistas ingleses e israelenses e publicado na internet pela revista "PLoS One" afirma que a tuberculose é 3.000 anos mais antiga do que se acreditava.

As amostras dos primeiros casos da doença foram encontradas em ossos descobertos em frente às costas de Israel e a análise de seu DNA confirma a teoria de que a tuberculose bovina evoluiu depois da variante humana. Segundo o estudo, a descoberta aumenta o conhecimento sobre a evolução da bactéria e sobre a forma como esta poderia mudar no futuro.

Os ossos, que se acredita terem pertencido a uma mãe e a seu bebê, foram extraídos do que foi uma aldeia do Neolítico, submersa em frente às costas de Haifa, há 9.000 anos. De acordo com Helen Donoghue e Mark Spiegelman, do Centro de Doenças Infecciosas e Saúde Internacional do University College de Londres, a análise do DNA, que estava muito bem preservado, confirmou a existência da tuberculose.
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O organismo é "definitivamente a variante humana da tuberculose e se contrapõe à teoria original de que a tuberculose humana evoluiu da tuberculose bovina após a domesticação dos animais", afirmou Donoghue.

Para Spiegelman, a análise desses restos humanos na busca dos marcadores da tuberculose é "muito importante", porque ajuda a compreender a forma como a tuberculose pré-histórica evoluiu.

"Isto, por sua vez, ajuda a melhorar nosso conhecimento sobre a tuberculose moderna e como podemos desenvolver tratamentos mais eficazes para combatê-la", acrescentou.

 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u456442.shtml

 

 

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